Hex Hall, de Rachel Hawkins

15 maio 2015 |

Autor(a): Rachel Hawkins | Páginas: 304 | Editora: Galera Record

Há 3 anos, Sophie descobriu que não é uma menina como as outras. Ela é uma bruxa e, até agora, isso só lhe trouxe alguns... arranhões! Sua mãe fez tudo o que pôde para ajudar: leu o que conseguiu encontrar sobre bruxas, fadas e magia; procurando consultar o pai ausente de Sophie — um poderoso feiticeiro europeu — só quando necessário. Até que a menina atrai atenção além da conta depois de um feitiço de amor poderoso demais. E é seu pai que define a sentença: Sophie deve ir para Hex Hall, um reformatório afastado de tudo e de todos que está sempre de portas abertas para receber qualquer “prodígio” que saia da linha — ou seja, além de bruxas como Sophie, fadas, metamorfos etc. E a tendência de Sophie para encrencas não decepciona. Já no fim do primeiro dia, ela acumula problemas: três poderosas inimigas que mais parecem supermodelos, uma fantasma que cisma em persegui-la, uma paixonite idiota pelo feiticeiro mais charmoso da escola — e ele tem namorada, mas como Sophie poderia saber? Para piorar, sua companheira de quarto é a pessoa mais odiada do campus, e a única vampira entre os alunos. Sim, os sanguessugas não têm boa fama, e uma série de ataques a estudantes acaba fazendo da única amiga de Sophie a suspeita número um na mira do Conselho e da direção da escola. Isso não é tudo, e Sophie precisa se preparar. Uma antiga sociedade secreta determinada a destruir todos os prodígios, inclusive e principalmente ela, parece estar mais próxima do que nunca de Hex Hall. Sophie terá de descobrir, do que sua magia é capaz e, sobretudo, suas origens e quem ela é de verdade.

Hex Hall foi daqueles livros que me interessei antes mesmo dele ser lançado aqui  inclusive, tenho em inglês hardcover por causa da capa brasileira horrorosa que deram pra ele na 1ª edição. Mas, apesar das expectativas, acabei enrolando anos para ler, e não sei dizer se isso foi bom ou ruim. (E no fim das contas, li em português mesmo, no Kobo, porque ainda me faltava confiança pra pegar um livro grande em outra língua.)

Logo no começo, as coisas já são apressadas e eu fiquei meio com um pé atrás. Quer dizer, a Sophie chega no internato e em questão de 24hrs já tem uma melhor amiga e um crush (o que eu também gosto de chamar de amor Miojo). Tá, a gente releva porque acontece em 90% dos livros.

Eu também achei alguns personagens meio sem propósito ou motivação, tipo as meninas-malvadas-bruxas-populares da escola. Ok que geralmente as malvadas não tem motivação at all, mas eu senti falta de algo a mais pra justificar o que elas fazem e tal. Bem, pelo menos elas tiveram um final merecido — sim, sou ruim mesmo.

"— Archer não é fofo. Filhotes são fofos. Bebês são fofos. Eu sou fofa. Archer Cross é gostoso. E eu nem mesmo estou por dentro do assunto de caras gostosos."

A Sophie é uma protagonista mais ou menos, super divertida mas bem burra em vários momentos  tipo na primeira aula de Defesa. Jenna meio que vem a ser a melhor personagem, super fofa apesar de supostamente ser "um monstro" com sua condição de vampira. E tem o Archer, o clichê de bad-boy-popular-gostoso que parece ter bastante coisa a acrescentar na continuação.

Enfim, não sei falar muito sem dar spoiler. Vamos apenas dizer que eu esperava bastante e acabou não sendo tudo isso. Até porque eu já acabei a série! Tava tão curiosa que em duas noites acabei Demon Glass e Spell Bound. Não sei o que escrever sobre eles, então não prometo resenha por aqui (talvez em vídeo, é uma coisa que to planejando pro futuro). O plot todo era muito interessante, mas tudo é resolvido de uma forma confusa e corrida do tipo autora-querendo-acabar-isso-logo, poderia ser muito melhor aproveitado. Foi legal? Sim, mas chegou nem perto do que poderia ser :-(
desenvolvido por letícia santos © 2010 - 2015 | voltar ao topo