Divergente, de Veronica Roth

24 abril 2014 |

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Título: Divergente / Autor(a): Veronica Roth  / 502 páginas

Vou falar a verdade pra vocês: tava com muitas expectativas e acabei me decepcionando um pouco até chegar na metade. O começo do livro não é ruim, claro que não, mas não é um Jogos Vorazes, não me deixava tensa a cada capítulo, sabe? Era só a Tris passando pela sua iniciação, nada tão dramático. Tudo bem, vamos admitir logo: a verdade é que provavelmente vou comparar qualquer distopia à Jogos Vorazes, não tem jeito.

A história é bem construída em cima de uma sociedade mal construída. Quero dizer, a própria escolha de facções gera um conflito absurdo, quase destrói as famílias. Escolher uma só habilidade ou qualidade é, no mínimo, bastante equivocado. O caos é iminente.

Eu não sou alguém que deixa coisas sem importância, como rapazes e experiências de quase morte, me parar.

Eu gostei da Tris (mais do que Katniss em alguns pontos, já que estamos comparando) porque ela é decidida e bem resolvida, além de muito corajosa. Quero dizer, ela é divergente, mas ela não se desespera com isso, ela dá um jeito de se proteger e ela pertence à Audácia de alguma forma. O Four é aquele personagem maravilhoso e bad boy que tá na história pra dar uns pegas na protagonista e fazer a gente suspirar.

O pior personagem (ou melhor, se você pensar que ele realmente faz você se envolver), sem dúvida, foi o Peter. Antes da metade eu já estava desejando que alguém matasse aquela peste da forma mais dolorosa possível, por favor, obrigada.

O final também me desanimou um pouco, achei meio corrido. Talvez eu vá gostar mais do filme, talvez eu goste mais de Insurgente, ou talvez eu finalmente tenha cansado de distopias...


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