Delírio, de Lauren Oliver

21 fevereiro 2013 |

Livro: Delírio - Delirium #1 | Autor: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca | Páginas: 352
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Foi bem difícil entrar no mundo de Delírio. Apesar de ter ficado bem curiosa com a sinopse, essa coisa de o amor ser encarado como uma doença foi complicada de engolir. A Lena vai explicando como as coisas aconteceram, como o amor foi considerado algo terrível e como encontraram uma cura, e até a metade do livro eu só conseguia pensar no quanto aquilo era absurdo.

Também não gostei da Lena no início. Como ela consegue se conformar com o conceito absurdo de pais não amarem os filhos? De não poder amar sua melhor amiga? De ninguém amar ninguém, plmdds?! Eu aguento a sociedade escolhendo com quem se casar, eu aguento crianças se matando num reality show, mas não poder amar NINGUÉM foi o fim pra mim!

Meu personagem preferido é a Hana, e eu gostei de como a autora abordou a amizade entre ela e Lena, deixando claro o quanto a cura e a ausência de amor afetou uma amizade de anos.

Melhores amigas há mais de dez anos, e no final de tudo reduzindo-se a beira do bisturi, no movimento de um feixe de laser através do cérebro e uma cintilante faca cirúrgica.

O final é bom, te prende, te faz gritar: COMO ASSIM?!, e te faz querer ler Pandemônio pra saber o que vai acontecer em seguida. Mas o livro mesmo é mediano, não chega perto de ser a melhor distopia que eu já li. (e nunca será, Hunger Games always and forever <3)

Eu também li o spin-off da série, Hana, que é narrado por ela, e achei bem melhor que o livro em si. O final é incrível, surpreendente em tantos níveis que te deixa louca pela continuação de uma forma que Delírio não faz.

Sinto como se estivesse num jogo de vídeo game, ou tentando resolver uma equação complicada de matemática. Uma garota está tentando evitar 40 grupos de revistadores com 15-20 pessoas cada, espalhados em um raio de sete quilômetros. Se ela tem que seguir 4,3 Km até o centro, qual a probabilidade dela acordar na manhã seguinte em uma cela de prisão? Por favor, sinta-se livre para arredondar PI para 3,14. 
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