O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

27 dezembro 2010 |
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy. Toda a história, com poucas exceções, é contada pela testemunha ocular de todos os acontecimentos, uma governanta chamada Ellen Dean, ao locatário da propriedade Granja dos Tordos, enquanto este se encontrava adoentado. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.

Ok, todo mundo já sabe o que eu achei. Não economizei comentários negativos enquanto lia, então ninguém vai ficar surpreso com a minha resenha. Eu realmente detestei o livro. E foi menos pela minha aversão natural a clássicos, e mais pela história em si.

Sinceramente, não consegui ver o amor de Heathcliff e Catherine da forma como a maioria das pessoas vê. O fato é que no meu ponto de vista é uma história de obsessão totalmente destrutiva, e não amor como todos dizem – minha definição de amor não inclui algo tão destrutivo, mas talvez o amor seja exatamente isso e eu esteja errada no fim das contas. Enfim, chega de filosofar sobre o que é o amor. Vamos voltar ao fato de ser uma história de puro ódio. Com Heathcliff é tudo sobre vingança, ele é completamente cruel e não descansa enquanto não vê a derrota de todos que sempre odiou, causando sofrimento até mesmo em crianças inocentes. E aí está mais um motivo para o que eu já citei sobre meu ponto de vista. Apesar do que diz – vocês sabem, sobre ‘não tocar nele e depois arrancar o coração e beber seu sangue’ -, Heathcliff não parece se preocupar com os sentimentos de Catherine. É o que pude perceber, pela forma como tratou seu irmão, seu sobrinho e até mesmo sua filha.

Sim, admito que é uma boa história pra quem gosta do gênero, mas definitivamente me recuso a chamar de uma maravilhosa história de amor. Resumindo, eu não achei ‘uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos’, para mim está mais para ‘uma incrível história de crueldade, ódio e vingança’, mas quem sou eu pra dizer? Recomendo sim, para que cada um chegue a sua própria conclusão.
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